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Regras da ABNT

Regras da ABNT: Entenda as regras para a formatação de TCC, trabalhos acadêmicos e monografias

Final do curso chegando e com ele aquele frio na barriga causado pela obrigação de escrever a monografia. Como se não bastasse a complexidade envolvida na pesquisa do tema, surge a necessidade de obedecer a um conjunto de regras (normas, e.: regras abnt) definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Essa situação fica ainda muito pior quando as instituições de ensino adotam estilos diferentes para os pontos onde as normas da ABNT não deixam claro como devem ser formatados. Como resultado, cada instituição acaba elaborando seu próprio manual de normas de formatação de TCCs, dissertações e teses.

Felizmente, quase todas as instituições acabam seguindo regras similares em relação a diversos itens das normas ABNT. Um desses itens é a Estrutura do Documento. Um documento acadêmico é dividido em Parte Externa e Parte Interna, onde cada uma dessas partes possui suas próprias subdivisões. A seguir você entederá como deve ser a estrutura geral de um trabalho acadêmico segundo as regras da ABNT.

  • Parte externa
    • Capa (Obrigatório)
    • Lombada (opcional)
  • Parte Interna
    • Elementos pré-textuais
      • Folha de Rosto (obrigatório)
      • Errata (opcional)
      • Folha de aprovação (obrigatório)
      • Dedicatória (opcional)
      • Agradecimentos (opcional)
      • Epígrafe (opcional)
      • Resumo na língua vernácula (obrigatório)
      • Resumo em língua estrangeira (obrigatório)
      • Lista de ilustrações (opcional)
      • Lista de tabelas (opcional)
      • Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
      • Lista de símbolos (opcional)
      • Sumário (obrigatório)
    • Elementos Textuais
      • Introdução
      • Desenvolvimento
      • Conclusão
    • Elementos pós-textuais
      • Referências (obrigatório)
      • Glossário (opcional)
      • Apêndice (opcional)
      • Anexo (opcional)
      • Índice (opcional)

Tipos de Técnicas para Coleta de Dados

Tipos de Técnicas para Coleta de Dados

Existem diferentes fontes de dados que podem ser usadas no estudo de caso. É importante que se utilize mais de uma fonte para limitar os vieses existentes quando se interpreta apenas uma fonte de dados. Se uma conclusão é derivada de diferentes fontes de informação (técnica conhecida como Triangulação de Dados), essa conclusão será mais forte que uma derivada de apenas uma fonte. Diferentes pontos de vista também são importantes na coleta desses dados.

Em relação as técnicas de coleta de dados podemos identificar três níveis:

  • Primeiro Grau: métodos diretos onde os pesquisadores (autores) estão em contato direto com os sujeitos da pesquisa (subjects) e na coleta de dados em tempo real. Isso acontece em entrevistas com grupos e observações, por exemplo.
  • Segundo Grau: método indireto onde o pesquisador (autor) coleta os dados sem interagir com os sujeitos (subjects) durante o processo de coleta de dados. Essa abordagem pode ser utilizada, por exemplo, em projetos de telemetria de software onde o uso de um software é automaticamente monitorado e observado em uma gravação de vídeo.
  • Terceiro Grau: análise independente de documentos disponíveis e onde já estavam disponíveis alguns dados. Isso acontece quando uma determinada empresa, por exemplo, disponibiliza seus dados e relatórios.

A técnica de primeiro grau é mais custosa quando comparada com as duas últimas, uma vez que requer um maior trabalho tanto do lado do pesquisador quanto do lado dos sujeitos da pesquisa. Os dois primeiros tipos de técnicas apresentam a vantagem de que o pesquisador pode saber exatamente quais dados foram coletados, de qual a maneira e em qual contexto os dados foram coletados. Por fim, as técnicas de terceiro grau são menos custosas do ponto de vista de esforço, mas não oferecem o mesmo nível de controle oferecido pelas duas primeiras.

O que escrever em cada seção de um estudo de caso? Passo a Passo(Estudo de Caso)

1. Introdução

Tenha em mente que a introdução deve ser feita de maneira a capturar o interesse do leitor. Desta forma, uma abordagem bastante utilizada é a estrutura de funil. Assim, começamos a descrever os aspectos gerais, mostrando o contexto em que iremos trabalhar, seguindo então para um tópico mais especifico (ex.: contexto científico) até chegar na proposta do trabalho e razão de sua execução.

1.1 Descrição do problema estudado

A descrição do problema é importante pois ajuda os leitores a fazer comparações entre os problemas que acontecem com eles e o problema que você investigou no estudo de caso. Essa seção ajuda a entender a relevância da pesquisa como um todo. Para guiar a escrita dessa subseção você deve responder as perguntas

  • Qual é o problema estudado?
  • Onde ele acontece?
  • Quem observou ou observa sua ocorrência?
  • Por que isso é importante e deve ser solucionado?

O ultimo paragrafo deve conter uma descrição breve sobre a solução e quais os benefícios esperados de tal solução.

1.2 Objetivo da Pesquisa

Analisa <Objeto(s) de estudo> com o objetivo de com relação a do ponto de vista no contexto de<Contexto>.

1.3 Contexto onde a pesquisa foi aplicada

Aqui você deve falar sobre a maneira que organizou e locais onde a pesquisa foi executada. O autor deve informar aos leitores como a pesquisa se relaciona com situações específicas.

O contexto consiste em todos os fatores que podem afetar a generalização e utilidade das conclusões.

2. Trabalhos Relacionados

No primeiro paragrafo você deve contextualizar falando que a seção será dedicada a descrição dos trabalhos relacionados. Em seguida, você deve dedicar um paragrafo para cada um dos trabalhos, descrevendo como ele trata aquele tema abordado e por fim mostrando com uma visão crítica seus pontos fortes e fracos. No último paragrafo você pode fazer uma crítica geral aos trabalhos.

3. Design do estudo de caso

Nessa seção você explicara como o estudo de caso foi feito em relação a seus passos e elementos. Além de fornecer uma contextualização a respeito da área em que o estudo foi realizado é importante que o autor defina o objetivo do estudo. Esse objetivo deve falar o que o autor espera conseguir com a execução do estudo. Esse objetivo é refinado em um conjunto de questões de pesquisa que irão ajudar o autor a chegar no objetivo e que serão respondidas a partir das analises.

3.1 Questões de Pesquisa

Para definir as questões de pesquisa é muito importante a participação do orientador ou alguém que tenha uma experiencia melhor na área de pesquisa do estudo. Vale lembrar que todo o estudo será executado e direcionado com o objetivo de responder essas questões de pesquisa. Logo, quanto mais refinada e relevantes melhor será o resultado do seu estudo.

DICA: Assim que as questões de pesquisa forem definidas, imagine em hipóteses de como você acha que ela será respondida e comece a pensar se você terá os dados para essas respostas e analises. Isso será importante para a definição do processo de coleta de dados, assim como, no momento de escrever os resultados e discussões.

DICA: Caso queira você pode fazer uma questão geral e dividir essa questão em outras mais específicas.

3.2 Seleção dos participantes e caso estudado

Aqui você deve explicar quem e o que participará dos estudos, vamos para um exemplo que isso ficará mais claro. Digamos que queremos analisar os efeitos de um determinado treinamento no dia a dia dos funcionários de uma fábrica. Podemos dizer que os funcionários serão nossos participantes (subjects/sujeitos) e aquele treinamento específico ou aplicação de uma técnica (case) será nosso caso.

3.3 Procedimento de coleta de dados

Nessa seção o Procedimento de coleta de dados é descrito em detalhes. Esses dados podem ser quantitativos (números ou medidas) ou qualitativa (palavras e descrições).

Essa coleta de dados pode ser feita utilizando três tipos de técnicas conforme descrevemos no nosso blog ( Tipos de Técnicas para Coleta de Dados): Técnicas para coleta de dados. É importante que o autor documente todo o processo de coleta, desde as fases inicias de definição da técnica utilizada, como a execução de todo o processo de coleta. DICA: Quanto mais detalhes melhor.

3.4 Procedimento de análise de dados

A analise dos dados pode ser feita de diferentes maneiras a depender do tipo de dado que foi extraído na etapa anterior, que pode ser qualitativo ou quantitativo.

A analise quantitativa inclui analise descritiva, analise de correlação, desenvolvimento de modelos de previsão e teste de hipótese. Todas essas atividades são importantes para o estudo de caso.

É importante notar que métodos de analise quantitativa exigem um design de pesquisa (estudo) fixo. Por exemplo, se uma questão com resposta quantitativa é alterada ao longo do processo de entrevistas, isso faz com que seja impossível interpretar os valores médios das repostas das questões. Além disso, dados quantitativos de apenas um estudo tem a tendencia de ser bem pequeno, devido ao número de respostas que você vai coletar. Isso pode trazer ameaças ao seu estudo.

Como o estudo de caso é um método de pesquisa flexível podemos utilizar diferentes métodos de analise qualitativa. O objetivo básico da analise é tirar conclusões dos dados, mantendo uma ligação com as evidências. Essa ligação com as evidencias significa que se um leitor pegar o mesmo conjunto de dados, ele será capaz de chegar nos mesmos resultados e tirar as mesmas conclusões que você (autor/pesquisador). DICA: É importante que cada passo e cada decisão tomada seja documentada no estudo.

Esse tipo de analise pode trazer ameaças ao estudo quando feita por apenas um pesquisador (autor), visto que ele vai interpretar da maneira que lhe for conveniente e pertinente. DICA: É importante que essa analise qualitativa seja feita por mais de uma pessoa de forma independente e ao final os resultados são comparados e unidos para compor um discussão e conclusão comum.

3.5 Procedimento de validação

Essa validação diz respeito a confiabilidade/confiança dos resultados apresentados, se os dados falam realmente a verdade ou se não sofreram qualquer tipo de influencia por parte do pesquisador (autor). Note que devemos ter cuidado com esse tipo de coisa desde as fases iniciais do estudo. Abaixo vamos listar quatro diferentes aspectos de validação que devemos levar em consideração:

  • Validade de Construção: esse aspecto reflete a medida em que os itens que você escolheu para avaliar, se eles realmente representam o que o pesquisador (autor) tem em mente e o que é investigado pela questão de pesquisa. Por exemplo, em uma entrevista se uma determinada questão foi interpretada de formas diferentes entre o entrevistador e o entrevistado, teremos um ameaça a construção. DICA: sempre revise e faça um piloto das questões antes de fazer a entrevista definitiva.
  • Validade Interna: esse aspecto diz respeito quando se avalia uma relação de causa e efeito. Quando o pesquisador (autor) investiga se um fator afeta outro fator, existe a chance desse fator investigado também ser influenciado por um terceiro fator. Se o pesquisador não tem ciência do terceiro aspecto e/ou não sabe de sua existência isso vai afetar os resultados do fator investigado e introduzir uma ameaça ao estudo.
  • Validade Externa: diz respeito a possibilidade de generalizar os resultados e se os resultados serão de interesse de leitores e pesquisadores. Na analise da validade externa o pesquisador avalia o impacto da relevância do seu estudo na comunidade científica.
  • Confiabilidade: diz respeito a maneira em que o dado e a analise são dependentes de um pesquisador (autor) específico. Hipoteticamente, se um outro pesquisador fizer o mesmo estudo que você, o resultado deve ser o mesmo. Esse problema pode acontecer quando você não deixa claro como os dados foram coletados, como você interpretou os dados ou até mesmo alguma questão na entrevista que não ficou clara para ambas as partes.

Vale lembrar que todas essas validades devem ser consideradas desde o inicio do estudo, com o objetivo de evitar ao máximo que novas ameaças apareçam no seu estudo.

4. Resultados

A seção dos resultados é a ponte entre os dados e os achados/evidências do estudo. É considerada uma das seções mais importantes quando se  quer avaliar a qualidade do estudo. Desta forma, é essencial que seja feita de forma estruturada, com uma visão crítica e fácil de ser entendida. Para ajudar você na escrita dividimos essa seção em partes (ou parágrafos) cada uma com seu objetivo:

  • Descrição dos participantes e dos casos estudados.
  • Descrição do passo a passo da execução do estudo de caso
  • Analise e interpretação dos aspectos observados
  • Avaliação a respeito da validade dos resultados

4.1 Avaliação a respeito da validade dos resultados

Nessa seção você deve mostrar os aspectos, resultados e evidências mais importantes do seu trabalho. Segue a divisão em partes ou paragrafo do que você deve considerar na escrita da conclusão:

    • Breve descrição do seu trabalho
    • Um resumo das conclusões da pesquisa
    • Relação com as evidências existentes
    • Impactos e implicações que os resultados podem gerar
    • Limitações do estudo
    • Trabalhos futuros

4.2 Trabalhos futuros

5. Agradecimentos

6. Referencias

Trabalho Acadêmico ABNT (Monografia, TCC),Métodos de Pesquisa

Trabalho Acadêmico ABNT (Monografia, TCC)

  • Estrutura: Dependendo do estudo realizado (Como escolher o método de pesquisa mais adequado para seu estudo?) a sua monografia poderá apresentar diferentes estruturas.  Exemplos como:
  • 1) Revisão sistemática da literatura, 2) Mapeamento sistemático, 3) Entrevista.
  • Linguagem: Tempo verbal no pretérito (Ex.: a presente pesquisa realizou, analisou…)
  • Finalidade: Descrever os resultados de uma pesquisa realizada, com o objetivo de compartilhar o conhecimento com a comunidade acadêmica. Também é usado como exigência para a obtenção de títulos acadêmicos, como graduação ou pós-graduação.

Como escolher o método de pesquisa mais adequado para seu estudo?

Métodos de Pesquisa

Quantas vezes você já se deparou com a seguinte dúvida: qual método de pesquisa devo escolher para meu TCC? Essa dúvida é mais comum do que você pode imaginar. Principalmente porque a escolha do método de pesquisa que não é uma tarefa trivial, uma vez que não existe uma única fonte de informação que reúna todos os benefícios, características e desafios de cada um deles.

É importante ter em mente que o método de pesquisa mais adequado para seu estudo irá depender do objetivo da pesquisa e do tipos de questões que você pretende responder.

Veja abaixo alguns do métodos mais utilizados:

Revisão da Literatura

Método bastante utilizado para reunir as informações existentes sobre determinado tópico. Essa revisão pode ser estruturada de duas formas, a depender do seu objetivo, que são: (i) Revisão ad-hoc, são feitas de forma livre sem a utilização de nenhum guideline e (ii) Revisão sistemática, realizada de forma sistemática, respeitando um conjunto de passos que devem descrevem desde a fase de coleta dos estudos até a analise dos mesmos.

Boa parte dos alunos de graduação e pós-graduação quando começam a escrever os seus primeiros trabalhos se deparam com a seguinte questão: Uma vez que eu já escolhi o método de pesquisa mais adequado para meu trabalho, como vou saber o que devo escrever e quais as seções e subseções devo considerar?

Abaixo listamos quais são as seções e subseções de um experimento controlado deve conter:

  1. Introdução
    • Contexto em que a pesquisa foi realizada
    • Descrição do problema
    • Motivação
    • Objetivos da pesquisa
  2. Trabalhos relacionados
    • Descrever quais estudos são relacionados ao seu, mostrando com uma visão crítica seus pontos fortes e fracos
  3. Design do experimento
    • Objetivos, Hipóteses, Parâmetros e Variáveis
    • Descrever como foi feito o design do experimento
    • Pessoas que participaram do experimento
    • Objetos que foram estudados no experimento
    • Instrumentação
    • Procedimento de coleta de dados
    • Procedimento de analise de dados
    • Avaliação da validade
  4. Execução
    • Descrever a amostra utilizada
    • Descrever a preparação para a execução
    • Descrever coleta de dados realizada
    • Explicar o procedimento de validação de dados
  5. Análise
    • Descrever a estatística utilizada
    • Caso necessário, indicar outliers
    • Teste de hipótese
  6. Interpretação
    • Avaliação dos resultados e interpretação
    • Limitações da interpretação
    • Consequências
    • Lições aprendidas
  7. Discussão e Conclusão
    • Relação com as evidências existentes
    • Impacto do estudo
    • Limitações do estudo
  8. Trabalhos futuros
  9. Agradecimentos

Experimento Controlado

Consiste na investigação de uma hipótese onde uma ou mais variáveis independentes são manipuladas para medir seu efeito em uma ou mais variáveis dependentes. Isso nos permite determinar de forma precisa como as variáveis estão se relacionando e se existe um relacionamento de causa e efeito entre elas. Cada combinação de valores de variáveis independentes nós chamamos de tratamento. Em um experimento simples, temos dois tratamentos representando dois níveis de uma variável independente (ex.: a utilização de uma ferramenta e a não utilização). A maioria dos experimentos necessitam que o ser humano (subject) faça algum tipo de tarefa. Desta forma, medimos o efeito de cada um dos tratamentos nos “subjects“.

Quasi-Experiment

Frequentemente utilizado quando não é possível selecionar de forma aleatória que subject (ser humano) vai experimentar que tratamento.

Estudo de Caso

Utilizado quando estamos analisando um determinado fenômeno em seu ambiente natural, por exemplo, quando queremos analisar o ganho de produtividade quando utilizamos um software, processo, quanto a um caso clinico, casos eventuais e situacionais, metodologia dentro de uma empresa, dentro de um ambiente, ou local especificado.

Estudo de Caso Exploratório

Diferente do estudo de caso onde temos uma proposta que será utilizada em um determinado contexto. O estudo de caso exploratório é caracterizado pela falta de pesquisas preliminares, falta de uma hipótese formulada e/ou de um ambiente de pesquisa específico que limita a escolha da metodologia que será utilizada. É utilizado como passo preliminar em uma pesquisa exploratória e casual para explorar novos campos de pesquisa em que as questões de pesquisa ainda não foram identificadas e definidas.

Relato de Experiência

Geralmente escrito por uma pessoa que participou de um projeto em uma empresa. Esse trabalho deve ter um objetivo prático, por exemplo, identificação e análise de um determinado problema, busca de soluções ou implementação de soluções na prática, ou ainda, identificação e análise dos resultados da implementação de uma determinada solução. Trabalhos feitos com o objetivo puramente de pesquisa não se enquadram nesse tipo de estudo. Além disso, diferentemente do estudo de caso, a participação ativa de pessoas (subjects) nos projetos é requisito necessário para esse tipo de estudo.

Metanálise

Estudos que integram os resultados de dois ou mais estudos independentes, sobre uma determinada questão de pesquisa, combinando, o resultado de tais estudos.

Survey ou Entrevista

É um método utilizado para descrever, comparar, ou explicar atitudes e comportamentos. Não é apenas um questionário ou checklist para reunir informações. Existem dois tipos de survey: supervisionados ou não supervisionados. O primeiro exige que tenhamos um pesquisador para cada respondente, para garantir que o respondente entenda todas as questões e forneça as respostas (ex.: entrevistas feitas ao telefone). No não supervisionado, o pesquisador simplesmente envia o questionário e espera a resposta final, sem nenhum tipo de interferência.

A utilização de um método de pesquisa faz com que os resultados reportados no seu trabalho tenham maior credibilidade, além de permitir futuras extensões e atualizações do seu trabalho. Além disso, é fortemente recomendada a utilização de guidelines e procedimentos já estabelecidos na comunidade acadêmica para aplicação de cada um desses métodos de pesquisa. O não cumprimento destas orientações pode levar a resultados enganosos e inviabilizar a reprodução dos resultados da sua pesquisa.

Agora é só escolher qual o melhor método para utilizar no seu TCC.

Pesquisa e formação profissional

Pesquisa e formação profissional

A pesquisa é a produção de conhecimento, interpretação e explicação dos fatos e fenômenos naturais e sociais, indicação de novas respostas aos problemas que se apresentam. Trata-se de investigar, levantar dados, realizar diagnósticos, sistematizar estes dados visando uma análise rigorosa que contribua na elaboração da ciência, é um processo de descoberta.

A gênese da relação entre pesquisa e ciência está implícita nas primeiras investigações realizadas pela humanidade. Atualmente esta relação amplia-se ao vincular a inovação tecnológica, científica ao desenvolvimento social e econômico.

A formação profissional desenvolvida no âmago das instituições de ensino assume a pesquisa como componente formativo desde a proposta por Humboldt, provocando mudanças no processo de ensinar. A investigação supera o ensino transmissivo centrado na reprodução do conhecimento ao incluir a indagação, a dúvida como ponto de partida para a formação. O propósito não é necessariamente formar pesquisadores profissionais, mas reconhecer na atividade investigativa possibilidade de desenvolvimento do sujeito criador, crítico em face de fatos e acontecimentos. O processo de formação associada ao envolvimento na produção de conhecimento torna-se instigadora, deixa a concepção de consumo do conhecimento para provocar, originar, gerar e lançar novas explicações, compreensão e respostas aos problemas existentes.

Os cursos de graduação e de pós-graduação ao introduzirem a pesquisa em suas propostas curriculares favorecem uma formação em princípios, métodos e técnicas da resolução de problemas científicos, por meio do ensino baseado na pesquisa, promovendo a iniciação, participação e desenvolvimento de pesquisas.

O desenvolvimento da investigação abrange diferentes níveis e tipos de produção do conhecimento nos trabalhos de conclusão de curso, participação em projetos de pesquisa, comunicação em eventos e publicação de artigos. A finalidade da realização de pesquisa está vinculada a melhoria do processo de aprender, fomenta a reflexão, propicia o alargamento da compreensão das ciências e seus princípios, torna possível qualificar-se profissional e pesquisador capaz de contribuir na busca de solução aos problemas.

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