Revisões Sistemáticas

Revisões Sistemáticas

Revisões Sistemáticas

A RS é um sumário de evidências provenientes de estudos primários conduzidos
para responder uma questão específica de pesquisa. Utiliza um processo de revisão
de literatura abrangente, imparcial e reprodutível, que localiza, avalia e sintetiza o
conjunto de evidências dos estudos científicos para obter uma visão geral e confiável
da estimativa do efeito da intervenção.

Resumo da importância das revisões sistemáticas
• Permite solucionar controvérsias em estudos com estimativas divergentes;
• Aumenta o poder estatístico: estudos inconclusivos;
• Estima com maior precisão o efeito do tratamento, pois diminui o intervalo de confiança (IC);
• Permite generalizar dados, aumentando a validade externa dos estudos;
• Permite uma análise mais consistente de subgrupos;
• Identifica a necessidade de planejamento de estudos maiores e definitivos: metanálise
inconclusiva; • Fornece dados para melhor estimar o tamanho de amostra;
• Responde perguntas não abordadas pelos estudos individualmente.

 

Etapas de uma Revisões Sistemáticas

A formulação de objetivos detalhados e elaboração de uma questão de pesquisa a ser respondida é essencial para qualquer projeto. Deverá incluir a definição da população a ser estudada, as intervenções e os desfechos de interesse. Assim como são estabelecidos critérios de inclusão e exclusão de pacientes em ensaios clínicos, os critérios de elegibilidade em uma RS podem ser definidos como os tipos de estudos a serem incluídos, o que remete ao delineamento, à qualidade metodológica, à comparabilidade dos participantes, às intervenções, aos desfechos e ao seguimento. A qualidade dos estudos pode influenciar os resultados. Idealmente, apenas estudos com forte rigor metodológico deveriam ser selecionados. Contudo, uma vez que poucos estudos se adequam a esses preceitos, opta-se por uma seleção mais abrangente para a revisão, com avaliação posterior de sua qualidade metodológica e análise de sensibilidade abrangendo esses critérios.

A busca na literatura deve ser abrangente e sensível, de forma a captar todos os estudos relevantes existentes. O ponto de partida é desenvolver uma lista de palavras-chave para realizar uma busca padronizada, iniciando-a em bases de dados eletrônicas, como a central de registros de ensaios clínicos da Cochrane (CENTRAL), o PubMed, o EMBASE, entre outros. Realizar uma busca manual em revistas ou em anais de congresso pertinentes é uma prática aconselhável. Conferir as referências bibliográficas dos artigos selecionados é outra forma de ampliar a pesquisa. Por fim, contactar peritos no assunto da revisão e pesquisar trabalhos em bases de registros de ensaios clínicos em andamento (como o caso do ClinicalTrials.gov, vinculado ao National Institute of Health, dos EUA), é uma opção para captar estudos ainda não publicados. Deve-se por fim evitar restrições, como, por exemplo, selecionar artigos apenas publicados em língua inglesa.

Uma vez realizada a busca na literatura, conforme os critérios definidos no protocolo, devem ser selecionados os estudos elegíveis para a revisão. Estudos excluídos devem ser registrados, sendo relatados os motivos. Deve-se proceder com a avaliação da qualidade metodológica dos artigos selecionados, utilizando instrumentos validados, como, por exemplo, a Newcastle-Ottawa Scale ou a Cochrane Risk of Bias Tool. A extração dos dados deve ser realizada em um formulário padronizado e se preconiza o desenvolvimento de um teste piloto para avaliar a adequabilidade do mesmo à revisão em andamento. É aconselhável que o trabalho de seleção, análise da qualidade e extração de dados seja sempre realizado por pelo menos dois investigadores, sendo estabelecido um método para resolver discordâncias, como discussão com um terceiro avaliador. Outra prática que pode ser utilizada, porém menos frequente por questões logísticas, é o mascaramento dos investigadores para autores, instituições e revistas dos artigos selecionados, na tentativa de que os avaliadores se isentem de conceitos prévios a respeito dos artigos.

A análise deve ser procedida conforme especificada no protocolo. Os dados dos estudos originais devem ser tabulados e agregados em metanálise se o mesmo for aconselhável. Potenciais fontes de heterogeneidade devem ser exploradas, especialmente através de análise de sensibilidade. Avaliação para viés de publicação deve ser feita se possível.

A interpretação dos resultados consiste na parte mais subjetiva da Revisão Sistemática. Não consta no protocolo, contudo, assim como nos demais estudos, deve incluir as contribuições, aplicabilidade e limitações da revisão.

As etapas na condução de uma revisão sistemática estão apresentadas no quadro abaixo e são semelhantes às de qualquer outro projeto de pesquisa: envolve a formulação do problema, coleta e análise de dados e interpretação dos resultados. Da mesma forma, um protocolo de estudo detalhado, com especificação dos objetivos, dos subgrupos de interesse, dos métodos e critérios a serem empregados para a identificação e seleção dos estudos relevantes, extração e análise dos dados, deve preceder a elaboração da revisão. A importância disso está em evitar que as decisões sejam influenciadas pelos dados coletados. Alterações posteriores no protocolo deverão ser especificadas e justificadas.

Etapas de uma revisão sistemática (adaptado de Egger & Smith 2001)

RS - quadro 1

A formulação de objetivos detalhados e elaboração de uma questão de pesquisa a ser respondida é essencial para qualquer projeto. Deverá incluir a definição da população a ser estudada, as intervenções e os desfechos de interesse. Assim como são estabelecidos critérios de inclusão e exclusão de pacientes em ensaios clínicos, os critérios de elegibilidade em uma RS podem ser definidos como os tipos de estudos a serem incluídos, o que remete ao delineamento, à qualidade metodológica, à comparabilidade dos participantes, às intervenções, aos desfechos e ao seguimento. A qualidade dos estudos pode influenciar os resultados. Idealmente, apenas estudos com forte rigor metodológico deveriam ser selecionados. Contudo, uma vez que poucos estudos se adequam a esses preceitos, opta-se por uma seleção mais abrangente para a revisão, com avaliação posterior de sua qualidade metodológica e análise de sensibilidade abrangendo esses critérios.

A busca na literatura deve ser abrangente e sensível, de forma a captar todos os estudos relevantes existentes. O ponto de partida é desenvolver uma lista de palavras-chave para realizar uma busca padronizada, iniciando-a em bases de dados eletrônicas, como a central de registros de ensaios clínicos da Cochrane (CENTRAL), o PubMed, o EMBASE, entre outros. Realizar uma busca manual em revistas ou em anais de congresso pertinentes é uma prática aconselhável. Conferir as referências bibliográficas dos artigos selecionados é outra forma de ampliar a pesquisa. Por fim, contactar peritos no assunto da revisão e pesquisar trabalhos em bases de registros de ensaios clínicos em andamento (como o caso do ClinicalTrials.gov, vinculado ao National Institute of Health, dos EUA), é uma opção para captar estudos ainda não publicados. Deve-se por fim evitar restrições, como, por exemplo, selecionar artigos apenas publicados em língua inglesa.

Uma vez realizada a busca na literatura, conforme os critérios definidos no protocolo, devem ser selecionados os estudos elegíveis para a revisão. Estudos excluídos devem ser registrados, sendo relatados os motivos. Deve-se proceder com a avaliação da qualidade metodológica dos artigos selecionados, utilizando instrumentos validados, como, por exemplo, a Newcastle-Ottawa Scale ou a Cochrane Risk of Bias Tool. A extração dos dados deve ser realizada em um formulário padronizado e se preconiza o desenvolvimento de um teste piloto para avaliar a adequabilidade do mesmo à revisão em andamento. É aconselhável que o trabalho de seleção, análise da qualidade e extração de dados seja sempre realizado por pelo menos dois investigadores, sendo estabelecido um método para resolver discordâncias, como discussão com um terceiro avaliador. Outra prática que pode ser utilizada, porém menos frequente por questões logísticas, é o mascaramento dos investigadores para autores, instituições e revistas dos artigos selecionados, na tentativa de que os avaliadores se isentem de conceitos prévios a respeito dos artigos.

A análise deve ser procedida conforme especificada no protocolo. Os dados dos estudos originais devem ser tabulados e agregados em metanálise se o mesmo for aconselhável. Potenciais fontes de heterogeneidade devem ser exploradas, especialmente através de análise de sensibilidade. Avaliação para viés de publicação deve ser feita se possível.

A interpretação dos resultados consiste na parte mais subjetiva da Revisão Sistemática. Não consta no protocolo, contudo, assim como nos demais estudos, deve incluir as contribuições, aplicabilidade e limitações da revisão.

 

 

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